Textos categorizados 'Sepang'

Kimi e o sorvete

Para quem não viu a cena do Räikkönen que eu citei abaixo, está no YouTube. Corram antes que a FIA bloqueie o acesso.

http://www.youtube.com/watch?v=XwsjQF8pCec

Corrida maluca

Alguém aí se lembra daquele desenhinho da Hanna-Barbera, que tinha uma caçambada de pilotos trocando de posição o tempo todo, a liderança mudando toda a hora, mas o vencedor só era definido no finalzinho?

Tirando a história do ganhador aparcer no fim (e a ausência de Penélope Charmosa), o GP da Malásia pareceu, e muito, com a tal animação. Mas não, isso não é uma crítica. É apenas uma comparação para, se você acordou tarde e perdeu, ver que a prova foi movimentadíssima.

Muitas disputas, desde a largada e mesmo antes da chuva torrencial cair. Carros mais leves vindo do fundo, carros ruins que conseguiram uma boa largada. Os KERS, os não-KERS. A corrida vinha sendo sensacional. Até a água cair. Porque caiu feio.

No início até dava para controlar, Glock, inclusive, era o mais rápido na pista com pneus intermediários, quando todos estavam calçados para chuva plena. Só que pouco depois o mundo caiu, os carros começaram a deslizar na pista e resolveram colocar o Safety Car na pista. Que não conseguiu sequer alinhar o pessoal antes da bandeira vermelha.

Foram cerca de 40 minutos para tentar realinhar os carros no grid. Só parece que se esqueceram que Bernie Ecclestone teve a idéia idiota de marcar a prova para às 17h locais. Até haver tempo de a água baixar, o dia teria acabado.

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Esse risco já havia sido corrido nas últimas duas provas. O GP da Austrália deste ano e o GP do Brasil do ano passado. Por aqui a prova foi atrasada em uma hora, terminou às 17h. Só que com a chuva que caía, a visibilidade ficou extremamente prejudicada. Para quem não acredita, é só procurar qualquer foto do pódio, que teve que ser feito com luz artificial.

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Assim, a prova foi encerrada, depois de quase todos os pilotos se posicionarem contra sua continuidade. Kimi Räikkönen que o diga. Enquanto todos os pilotos aguardavam a decisão da FIA no carro, no pitwall ou em outro canto da pista, o ferrarista foi flagrado pela transmissão de bermuda, camiseta, tomando um sorvete e buscando um refrigerante (duro de acreditar, hein?) na geladeira. Sabe das coisas esse finlandês.

Péssimo para Rubens Barrichello que, na atualidade, é um dos melhores, senão o melhor piloto em condição de chuva. O brasileiro estava na quinta posição e, em caso de uma relargada, com todos os carros bem próximos, poderia lutar pela vitória.

De qualquer forma, Jenson Button ficou com a segunda vitória consecutiva – terceira na carreira – e teve a companhia dos alemães Nick Heidfeld e Timo Glock no pódio.

No entanto, como não foram completados 75% da prova, apenas metade dos pontos serão concedidos aos pilotos. Em tempo, Felipe Massa ficou na nona posição e Nelsinho Piquet, na 13ª.

A classificação do GP da Malásia ficou assim (os números mostram os pontos conquistados):

1º Jenson Button – Brawn GP – 5
2º Nick Heidfeld – BMW – 4
3º Timo Glock – Toyota – 3
4º Jarno Trulli – Toyota – 2,5
5º Rubens Barrichello – Brawn GP – 2
6º Mark Webber – Red Bull Racing – 1,5
7º Lewis Hamilton – McLaren – 1
8º Nico Rosberg – Williams – 0,5

Button lidera o campeonato com 15 pontos, seguido por Barrichello, com 10. Jarno Trulli é o terceiro, com 8,5, meio ponto à frente de seu companheiro Timo Glock.

E para terminar com a corrida maluca, como sempre, Dick Vigarista ficou em uma posição intermediária. Entendam como quiserem.

Palpite – GP da Malásia

Bom, ainda há tempo, vamos lá:

Pole-position: Jenson Button
1º: Rubens Barrichello
2º: Jenson Button
3º: Felipe Massa

Cacetada…

Só agora vi o acidente que envolveu Felipe Guimarães, Marco Andretti e Narain Karthikeyan na rodada de Sepang da A1GP. E foi bem maior do que eu havia imaginado.

Logo na largada da Sprint Race, o americano acertou o carro da Índia e decolou. A “manobra” foi repetida pelo brasileiro, que vinha logo atrás. Agora concordo com Andretti, não tem como apontar algum culpado, os dois vinham muito rápido e, literalmente, atropelaram o indiano. Coisa de corrida, pra se rever várias vezes e agradecer que nada de grave aconteceu com os envolvidos.

Para assistir ao vídeo, disponível gratuitamente no site do Terra TV, clique aqui. E note a perícia do piloto chinês Ho-Pin Tung, que vinha logo atrás de Felipe e conseguiu desviar a tempo de se enfiar na confusão.

A1GP – Sepang

A1GP.com

Andretti (USA), Carroll (IRL) e Albuquerque (POR) no pódio em Sepang - Foto: A1GP.com

Terminou há pouco a terceira rodada do campeonato de A1GP, a “Copa do Mundo de Automobilismo”, disputada em Sepang, na Malásia. Não escrevi nada sobre as provas anteriores porque não consegui assistí-las. O sinal é transmitido para o Brasil pela RedeTV! que nas corridas da madrugada, não faz valer seu direito. Ao mesmo tempo, com problemas na internet, eu não conseguia acessar a transmissão por streaming, mas hoje deu certo e pude conferir boa parte da segunda bateria. A corrida inaugural, em Zandvoort, Holanda, até cheguei a assistir, mas este blog ainda não existia.

Na categoria, cada rodada é composta por duas baterias, a Sprint Race (corrida curta) e a Feature Race (mais longa e que vale mais pontos). Na primeira prova, o Brasil, representado por Felipe Guimarães, não foi bem. O piloto se envolveu em um acidente com Marco Andretti (Indy), dos Estados Unidos e Narain Karthikeyan (ex-F1), da Índia, logo na primeira volta.

A bateria foi vencida pela Suíça, guiada por Neel Jani, seguida por França (Loïc Duval) e Nova Zelândia (Earl Bamber).

Na segunda prova, o brasileiro teve um pouco mais de sorte, chegando na sétima posição após uma belíssima disputa com o carro chinês, guiado por Ho-Pin Tung. Felipe conseguiu segurar a posição durante várias voltas de pressão, que durou até a linha de chegada. A briga estava tão acirrada, que o holandês Jeroen Bleekemolen ainda conseguiu ultrapassar o carro da China nos últimos metros.

A corrida foi vencida por Adam Carroll, da Irlanda, seguido por Filipe Albuquerque, de Portugal e Marco Andretti.

Aliás, na minha opinião, a maior surpresa da noite foi o desempenho de Andretti. Como não assisti a Sprint Race, não posso dizer se teve culpa no acidente generalizado em que se envolveu. Ele disse, apesar de bravo, que não podia culpar ninguém, que foi coisa de corrida.

Mas enfim, confesso que não acreditava muito em seu potencial na A1. Isso porque, durante o ano, seu desempenho nos circuitos mistos da Indy foi terrível. Mesmo que sua única vitória na IRL tenha sido em um misto, em Sonoma – 2006, tinha minhas ressalvas quanto a sua capacidade de virar o volante para os dois lados.

Bom, na primeira prova que representou os Estados Unidos, em Chengdu, China, Marco chegou a marcar pontos, ao terminar em oitavo na Feature Race. Agora, na Malásia, foi consistente, fez uma prova regular e acabou assegurando um lugar no pódio. Aliás, pódio que tem um formato muito mais parecido com o da Fórmula 1 que o da Indy e o jovem americano parecia até meio perdido com o que fazer com a champagne.

Parece piada, mas não é. Esta não é a única diferença da A1GP. Estive notando, após a prova, os pilotos se cumprimentando timidamente, bem diferente da Fórmula 1 e da Indy. Porque com carros e pilotos representando países, deixam de existir os companheiros de equipe. Na pista é cada um por si. Além disso, a maioria dos pilotos disputa outras categorias mundo afora e conciliam a A1 nos seus calendários. Raros são os casos como do suíço Neel Jani e do irlandês Adam Carroll que se dedicam quase que integralmente à categoria.

Assim, os pilotos quase nunca se cruzam, são um bando de desconhecidos tentando um espaço na pista. Lendo assim, friamente, pode parecer estranho, mas competitivamente falando, é muito interessante. Imagine o incentivo moral para um piloto como o brasileiro Felipe Guimarães, que acabou de sair do kart, estar disputando curvas com o megabadalado Marco Andretti? Nas próximas etapas, devem haver disputas com Danica Patrick, que faz parte da equipe americana. Tudo isso sabendo que, se você tiver uma chance de vencer a última corrida do ano, não precisará ter que dar passagem a um companheiro que de repente esteja disputando o título.

Em algumas equipes, como a brasileira, pilotos ainda desconhecidos têm a chance de mostrar seu talento para o mundo, tentando vencer pilotos que vêm da Fórmula 1, da Indy, da GP2… E todos com carros iguais. Não carros quaisquer, são Ferraris, com motores Ferrari, que chegam a 270 km/h. E mesmo para equipes que decidem apostar em figurões, existe no regulamento a Rookie Session. Na sexta-feira, duas sessões de treinos dedicadas exclusivamente a novatos, que nunca tenham participado de categorias maiores como a F1, a Indy, a GP2 e por aí vai.

Penso eu que, se mantendo esta fórmula, a categoria deve se tornar um sucesso definitivo. Claro que essa de Copa do Mundo é apenas uma questão de marketing, afinal, não há uma seleção. Seria uma Copa mesmo se no carro brasileiro estivesse Felipe Massa ou Tony Kanaan, no alemão o Sebastian Vettel, no neozelandês o Scott Dixon. E por aí vai. Claro que isso é utópico, nunca as equipes, principalmente de F1, permitiriam. Mas, como espetáculo e como uma categoria que veio, segundo seu idealizador, para preencher a lacuna do calendário do automobilismo entre uma temporada e outra da F1, a coisa está ficando bem bacana.

Bom, voltando ao que interessa, o campeonato 2008-2009 é liderado pela Irlanda, com 43 pontos. Portugal está oito atrás, com 35, seguida pela França, com 31. O Brasil é apenas o 14º colocado, tendo marcado quatro pontos. A próxima etapa será realizada em Taupo, Nova Zelândia, no dia 25 de janeiro do próximo ano.

A1GP.com

Emerson durante os treinos de sábado - Foto: A1GP.com

Falando na A1GP, Emerson Fittipaldi, que é o responsável pela equipe brasileira, concedeu uma entrevista bem bacana para o jornalista Marcel Agarie, durante a realização do Salão da Motocicleta. O foco da conversa, claro, sua relação com as duas rodas. Para conferir clique aqui.



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