Textos categorizados 'Sebastian Vettel'

Fantástico!

Fantástico! Sensacional! Incrível!!

Estava com uma saudade danada da F1. E começar uma temporada desse jeito é bom demais. Quando a corrida chegou na metade, parecia que estava na frente da TV há horas, de tantas coisas que já tinham acontecido.

Dobradinha mais que merecida para a Brawn GP, com Jenson Button vencendo de ponta a ponta e Rubens Barrichello ganhando (literalmente) a segunda posição faltando três voltas para o final. Jarno Trulli, da Toyota, como os Brawn, equipado com o difusor da discórdia, completou o pódio.

Ganhando, porque Vettel e Kubica fizeram a maior lambança, se tocando e arrebentando seus carros no final da prova, disputando a segunda posição. E ainda dizem (eu cheguei a falar isso durante a corrida, inclusive) que o brasileiro não tem sorte.

Felipe Massa sofreu problemas mecânicos – a suspensão dele pareceu ter se partido – e Nelson A. Piquet bateu quando da relargada do Safety Car provocado por um acidente com o Nakajima. Diz o brasileiro que perdeu os freios.

E se eu errei os palpites antes da prova, a cinco voltas do fim fiz a premonição ao meu pai “Rubinho vai ser segundo, o Kubica vai chegar no Vettel e eles se enroscam”. Ele discordou, argumentando que ambos não arriscariam tanto no final. Completei com um “esse alemão é meio maluco, não vai vender fácil não”.

Portanto, pelo chute certeiro, só cobrem metade das minhas falhas no palpite. rsss

Ah, e corrigindo a informação de ontem. Em 1970 Jackie Stewart marcou a pole-position na estreia da March, no GP da África do Sul (na verdade, o time era a Tyrrell, e a March construía o chassis). Mas em 1954, Juan Manuel Fangio havia marcado a pole na estreia da Daimler Benz – equipe da Mercedes – na prova inaugural da equipe alemã, no GP da França.

P.S.: Horariozinho chato pra fazer a corrida na Austrália. Se o sol atrapalha a gente que está assistindo pela TV, imagina guiar um negócio desses a 300 por hora?

Impressões – Testes em Barcelona 3

Pronto, fim da semana de testes. Agora só a Toyota volta às pistas em alguns dias, já que ela não participou da sessão em Barcelona. Na pista, hoje, mais uma vez a nossa atenção no brasileiro da vez na Honda. Bruno Senna teve seu dia completo de treinos e, diga-se de passagem, foi muito bem.
Comparando com o que fez Di Grassi ontem, Bruno foi 0,607 mais rápido, marcando 1:21.676, contra 1:22.283 do compatriota. Mais que isso, ficou a apenas pouco menos de 3 décimos de Button, que hoje marcou 1:21.387.

Este foi, sem dúvida, um grande passo de Bruno rumo à vaga na Honda. Porque agora, além do nome famoso e da relação de seu tio com a montadora nos anos 90, a tabela de tempos também está a seu favor. Sendo mais rápido, em seu primeiro teste com um F1, que Lucas, que há alguns anos vem testando (desculpem o tom repetitivo, sei que já falei isso na sexta-feira).

Mas se para este brasileiro as coisas parecem estar se encaixando, alguns outros andam com problemas. O próprio Lucas e Rubens Barrichello terão problemas para achar um carro em 2009. Rubinho pode, sim, ter encerrado sua carreira no Brasil. Lucas tem futuro, é bom piloto, mas em 2009 parece ter que se contentar com uma nova vaga de piloto reserva.

Outros que não devem estar felizes são Nelsinho Piquet, que participou dos treinos e em nenhuma vez conseguiu superar Honda, Red Bull e Toro Rosso, que, pelo menos durante o ano, tiveram desempenho abaixo da Renault. Felipe Massa também não tem o que comemorar. As Ferraris, pilotadas por Luca Badoer e Marc Gené foram muito, muito mal nas tabelas de tempo. Enquanto a dupla Red Bull-Toro Rosso dominava a frente, os bólidos vermelhos ficaram, na média, entre dois e três segundos para trás. Desempenho muito pior que o da McLaren, que ficou um segundo atrás das STR.

A Ferrari está na pista para desenvolver o sistema de KERS (eu sei, estou em dívida com este equipamento), então, pode até ser que não estejam forçando e apenas avaliando o desempenho deste recurso. Agora, temos que esperar dezembro, onde haverá uma nova bateria de testes, desta vez em Jerez.

Lá na frente, ainda com carros 2008, Vettel foi novamente o mais rápido, com 1:19.295, cerca de meio segundo mais rápido que seu tempo de ontem. Foi seguido, mais uma vez, pelas Toro Rosso de Bourdais e Buemi. Sato, desta vez, não marcou tempos. A evolução de tempos do alemão talvez seja um ponto para Di Grassi, já que todos marcaram tempos melhores do que ontem, o que pode indicar uma melhor condição de pista. Às vezes analisar uma lista de tempos friamente, engana.

Voltando às equipes da bebida energética, o francês titular de 2008, Sébastien Bourdais, afirmou hoje que os tempos não definirão nada sobre a vaga. Segundo ele, a decisão do time é “puramente financeira”. Ou seja, quem levar um patrocínio, leva a vaga.

Mas, repetindo os últimos dias, vamos lá, ver o que Bruno Senna declarou no comunicado da Honda.

BRUNO SENNA

“Hoje foi um dia muito bom e estou muito feliz. Eu estive muito mais confortável e confiante no carro e acho que mostrei isso no tempo de volta, tanto no tempo atual quanto na consistência. Nós acertamos algumas boas configurações e pudemos fazer muito progresso durante o dia. Ainda que o que eu tenha feito hoje seja bom o suficiente, agora o time é que decide e eu respeito isso. Mas, para mim, pessoalmente, pela minha primeira vez em um carro de Fórmula Um, eu tenho que estar feliz com o que eu alcancei hoje. Dirigir um Fórmula Um é uma sensação muito especial e muito fácil descobrir porque a categoria é o topo do automobilismo. É muito diferente de qualquer outra coisa que você possa dirigir e eu apenas quero ser mais e mais rápido. Além do trabalho duro e do foco desta semana, eu gostei muito de mim mesmo. O time Honda é muito profissional e estou orgulhoso de ter passado um tempo com eles durante esta semana tão especial para mim.”

Uma diferença do comunicado de hoje foi que houve também a fala de Ross Brawn, que a respeito da escolha da equipe, disse: “Lucas e Bruno foram, ambos, admiráveis durante a semana e seus evidentes entusiasmo e comprometimento tornou um prazer trabalhar com eles. Agora nós vamos tomar algum tempo para considerar cuidadosamente nossas impressões sobre este teste antes de chegarmos a qualquer conclusão”.

É, teremos que esperar mais um pouco. Aliás, não me surpreenderia se ambos fossem chamados para os testes de dezembro, na Espanha. E também não me surpreenderia se Barrichello aparecesse para treinar.

Só para concluir, ontem esqueci de colocar a tabela de tempos dos testes, então, cá estão a de ontem e de hoje.

Impressões – Testes em Barcelona 2

Divulgação / Honda

Lucas di Grassi em Barcelona, com pneus slick e asa para 2009. Foto: Divulgação / Honda

Depois de um dia corrido, vamos às minhas impressões do segundo dia de testes das equipes de Fórmula 1 en Montmeló, Espanha. O nosso interesse, claro, é o desempenho da Honda pilotada por Lucas di Grassi, que disputa com Bruno Senna uma vaga na equipe e que ontem fez um tempo bem abaixo do “rival”.

Hoje, Lucas melhorou bastante seu tempo, mais de 3 segundos melhor que a marca de ontem e apenas meio segundo atrás de Jenson Button, titular da equipe com vaga praticamente certa para 2009. O brasileiro andou com configurações de 2008, mas também testou pneus slick e chegou até a usar a nova asa dianteira, mais larga.

Se considerarmos este como seu primeiro teste real na Honda, tendo o primeiro dia como adaptação ao carro, ele foi muito bem, ficando perto de Button que já trabalha com a equipe japonesa há seis temporadas. No geral, Di Grassi marcou o décimo tempo, com 1:22.283, uma posição a frente do outro brasileiro na pista, Nelsinho Piquet, com a Renault, fez 1:22.348.

Lá na frente, Vettel assumiu seu novo carro, da Red Bull e baixou todo mundo, com 1:19.751. Aliás, os carros do duo Red Bull / Toro Rosso foram os únicos a andar abaixo de 1:20. Sato, Bourdais e Buemi, ambos com STR, andaram muito próximos. Com este desempenho, o japonês praticamente assegura uma das vagas, claro, desde que traga dinheiro à equipe. Para registro, os quatro andam com os carros do ano passado, ainda não há desenvolvimento para 2009, portanto, não podemos considerar, ainda, um possível fortalecimento das equipes para o ano que vem.

Na verdade, se tiver um carro acertado com as mudanças, a Red Bull pode sim incomodar. Se Vettel já fez o que fez tendo uma Toro Rosso nas mãos, não me surpreenderia em ver o alemão brigando na frente no próximo ano.

Mas há de se esperar, já que as outras equipes estão utilizando esta semana (e todos os testes de pré-temporada são assim) para testar novos componentes, como a re-introdução dos pneus slick, como o sistema KERS de aproveitamento da energia cinética dos freios – que admito, ainda preciso estudar para falar com mais propriedade – e as novas asas. Para os times, os tempos não contam muito nessa fase.

Só para ilustrar um pouco este desinteresse pela tabela de tempos, dei uma olhada nos resultados de testes coletivos de pré-temporada e, mesmo com as grandes equipes geralmente dominando as listas, não foram raras as vezes em que Honda, Toyota e Toro Rosso se aproximaram dos melhores tempos. Com o início da temporada ficou provado que a Honda, na verdade, tinha uma cadeira elétrica, enquanto a Toyota só melhorou do meio da temporada para a frente, e Toro Rosso dependeu do talento de Vettel.

Bom, terminando por aqui com as teorias, vamos ver o que Lucas di Grassi falou (novamente, segundo comunicado da Honda) sobre o seu dia de testes.

LUCAS DI GRASSI

“Eu completei 110 voltas hoje, tive um dia muito produtivo e estou muito feliz. Eu andei pela primeira vez com pneus novos e a diferença foi grande se compararmos com os pneus usados de ontem. Com cada novo pneu eu ficava mais e mais rápido. Os pneus slick têm muito mais aderência comparado com os pneus com sulcos, são mais fáceis de dirigir e mais consistentes. Eu fiquei muito feliz com o desempenho do carro, o modo com que o dia se desenvolveu e, por último, com meu tempo de volta. Terminei o dia meio segundo atrás do tempo de Jenson [Button] e chegar o mais perto dele possível era minha meta. Eu não acho que o dia poderia ter sido melhor. Eu sinto que dei tudo o que podia durante o dia. Finalmente, eu quero apenas agradecer à Honda por me dar esta experiência e espero que eles estejam felizes com meu desempenho hoje.

Concordo com ele. Se aproximar de Jenson realmente era o que tinha a ser feito e ele conseguiu. Agora é esperar a escolha da equipe. E, com resultados de Honda e Toro Rosso, a casa de Rubinho parece que vai caindo mesmo, uma pena.

E amanhã tem Bruno Senna na pista espanhola.

Essa doeu

Nunca vi uma vitória tão dolorida. É difícil falar alguma coisa. Porque, como antecipei, não assisti a corrida toda. Estava do lado de fora do autódromo, ouvindo os roncos dos motores, quando a largada foi dada, cumprindo obrigações profissionais do meu emprego 1. Porque quando cheguei em casa, faltavam 12 voltas para o final e o Vettel pressionava Hamilton, que era o quarto, não valia nada. Porque começou a chover e todo mundo parou, menos o Glock, que assumiu a quarta posição. Porque o Vettel passou o inglês e colocou nove dedos de Felipe no caneco. Porque na última curva, numa decisão digna de Indy, os pneus da Toyota não agüentaram. E principalmente porque, pela comemoração da Ferrari, eu apostaria alto que eles devem ter dito no rádio “congratulations, you are the champion”.

Se não tivesse chovido, se Hamilton tivesse terminado em quarto, não doía tanto.

E eu nunca tive tanta raiva de um piloto intermediário. E ok, os pneus pra seco de Glock realmente não agüentaram, ele não abriu deliberadamente para o inglês ser campeão. Mas vamos combinar que, pelo menos pela imagem da Globo, estranho o alemão ter sido o único piloto a ir lá cumprimentar o campeão, não?

Enfim, título merecido de Hamilton, piloto talentoso, mas tido como “sujo” por alguns colegas. Até aí, Schumacher venceu títulos de forma não muito esportiva. Uma conquista de talento, regularidade e muita, mas muita sorte na última curva do ano. Mas tudo bem, 2009 está aí.

P.S.: Vai aparecer gente dizendo nas conversas de botequim que o Glock é alemão, que a Mercedes é alemã, e por aí vai. Nada a ver. A Toyota tem sua base na Alemanha também e é concorrente direta de mercado com a fornecedora da McLaren, portanto, sem teorias da conspiração, não deu, é hora de levantar a cabeça e repensar todos os erros cometidos no ano.



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