Textos categorizados 'Ross Brawn'

Fantástico!

Fantástico! Sensacional! Incrível!!

Estava com uma saudade danada da F1. E começar uma temporada desse jeito é bom demais. Quando a corrida chegou na metade, parecia que estava na frente da TV há horas, de tantas coisas que já tinham acontecido.

Dobradinha mais que merecida para a Brawn GP, com Jenson Button vencendo de ponta a ponta e Rubens Barrichello ganhando (literalmente) a segunda posição faltando três voltas para o final. Jarno Trulli, da Toyota, como os Brawn, equipado com o difusor da discórdia, completou o pódio.

Ganhando, porque Vettel e Kubica fizeram a maior lambança, se tocando e arrebentando seus carros no final da prova, disputando a segunda posição. E ainda dizem (eu cheguei a falar isso durante a corrida, inclusive) que o brasileiro não tem sorte.

Felipe Massa sofreu problemas mecânicos – a suspensão dele pareceu ter se partido – e Nelson A. Piquet bateu quando da relargada do Safety Car provocado por um acidente com o Nakajima. Diz o brasileiro que perdeu os freios.

E se eu errei os palpites antes da prova, a cinco voltas do fim fiz a premonição ao meu pai “Rubinho vai ser segundo, o Kubica vai chegar no Vettel e eles se enroscam”. Ele discordou, argumentando que ambos não arriscariam tanto no final. Completei com um “esse alemão é meio maluco, não vai vender fácil não”.

Portanto, pelo chute certeiro, só cobrem metade das minhas falhas no palpite. rsss

Ah, e corrigindo a informação de ontem. Em 1970 Jackie Stewart marcou a pole-position na estreia da March, no GP da África do Sul (na verdade, o time era a Tyrrell, e a March construía o chassis). Mas em 1954, Juan Manuel Fangio havia marcado a pole na estreia da Daimler Benz – equipe da Mercedes – na prova inaugural da equipe alemã, no GP da França.

P.S.: Horariozinho chato pra fazer a corrida na Austrália. Se o sol atrapalha a gente que está assistindo pela TV, imagina guiar um negócio desses a 300 por hora?

Mudar é preciso

Bom, chegamos a março, mês da volta da F1, então, hora de tentar sair da geladeira. A semana foi movimentadíssima, com o anúncio da nova equipe, Brawn GP, gerida por Ross Brawn (ex-chefe da Ferrari), que terá Jenson Button e Rubens Barrichello como piloto. Mas, isso não é mais novidade para ninguém.

Indo direto ao que interessa, a FOTA (associação das equipes da Fórmula 1) se reuniu nesta semana em Genebra, na Suíça, onde apresentou uma série de mudanças propostas à FIA. Algumas, se aceitas, entrariam em vigor já neste ano, enquanto outras são para 2010. Hoje vou apontar quais são as primeiras e o que eu acho que vai acontecer (fique claro, puro palpite, pois nunca sabemos o que se esperar da FIA e de Bernie Ecclestone).

Mudanças para 2009:

Mais de 100% de acréscimo de rodagem nos motores, permitindo apenas oito por piloto na temporada inteira.

Ou eu estou ficando muito maluco, ou esta mudança já está no regulamento deste ano.

Redução na usagem do túnel de vento e em um tal de CFD, que ainda estou tentando descobrir o que é.

Não afeta em muito a FIA. Pode ser aprovada, mas não haverá como fiscalizar, parece mais um acordo entre as equipes.

Motores disponíveis em 8 milhões de euros por temporada para cada time.

Se partiu das próprias montadoras, e quem fornece também não deve nada à FIA, deve ser aprovada.

Redução dos testes em até 50%.

A pré-temporada já vem mostrando que nenhuma equipe de ponta vem testando menos que o normal. Apenas Force India, Toro Rosso e a nova Brawn GP não testaram seus carros novos, mas devem estar na pista na semana que vem. No decorrer do ano os testes de verão devem ser extintos.

Nova pontuação. O sistema mudaria de 10-8-6-5-4-3-2-1 para 12-9-7-5-4-3-2-1. Assim, o vencedor de uma prova teria maior vantagem sobre o segundo colocado (dois para três pontos).

Acho que é uma boa. A FIA já vem estudando uma mudança na pontuação das provas, com o Ecclestone sugerindo até o absurdo sistema de medalhas. Pode ser que passe.

Quantidade de combustível e tipo de pneus de cada piloto mostrados ao público no início da prova, bem como as estatísticas de reabastecimento.

Ainda não consegui entender como Ferrari e McLaren chegaram a um consenso neste ponto. Pode ser que a FIA e a FOM aprovem, já que pode gerar um agrado ao público. Eu não concordo, acho que você acaba com a surpresa de tentar saber qual a estratégia cada time está usando.

As outras propostas são mais de cunho comercial e de relações da categoria com a imprensa, como disponibilizar porta-voz para às TVs durante as corridas, melhorar o material divulgado à imprensa e por aí vai.

Ah, a última cria sessões obrigatórias de autógrafos dos pilotos para os fãs, durante os fins de semana de GP. Essa não vou nem comentar, se aprovarem seria até legal, mas imaginem o Kimi Räikkönen em um dia de fúria tendo que dar autógrafo? É ruim, hein!

A casa caiu

Agora a coisa complicou pra Barrichello, Senna e companhia… Diversos sites, dentre eles alguns braslieiros, noticiam que a Honda não alinhará na Fórmula 1 em 2009.

A equipe ainda não divulgou nada oficialmente. Até porque, agora (18h56) não são nem cinco da manhã no Japão. Os motivos da debandada seriam, claro, a crise econômica mundial. Já há sites dizendo até que Ross Brawn pediria motores à Ferrari para sua nova equipe.

Esta seria uma perda significativa para a categoria, que tanto tenta atrair o interesse de grandes montadoras para o grid. A saída da Honda, ainda que seja vendida e não signifique exatamente dois carros a menos alinhados em Melbourne, pode ser um péssimo sinal para o futuro. Uma montadora poderosa, deixando de investir no principal campeonato de esporte a motor não é, nem de longe, algo bom. Principalmente se considerarmos que esta é a segunda equipe Honda a deixar a Fórmula 1, já que a Super Aguri, que era subsidiada pela montadora até o início da temporada, não completou nem cinco provas este ano.

Para Barrichello, o fim da Honda pode colocar de vez um ponto final em sua carreira. Uma pena. Para Bruno Senna, pode significar mais um ano fora do grid. Outra pena. Claro que ambos podem bater na porta da Toro Rosso, mas é bem mais difícil. E um ano que poderia começar com quatro brasileiros na Fórmula 1, pode começar com apenas dois.

Bom, para ajudar, sofro com alguns problemas internéticos, o que dificulta ainda mais o acesso às informações. Mais à noite, quando – e se – houver alguma novidade, posto aqui.

E sim, estou agoniado, torcendo para que:
1 – A Honda venha e desminta tudo.
2 – Se for verdade, que não seja apenas a primeira a puxar a fila…

Impressões – Testes em Barcelona 3

Pronto, fim da semana de testes. Agora só a Toyota volta às pistas em alguns dias, já que ela não participou da sessão em Barcelona. Na pista, hoje, mais uma vez a nossa atenção no brasileiro da vez na Honda. Bruno Senna teve seu dia completo de treinos e, diga-se de passagem, foi muito bem.
Comparando com o que fez Di Grassi ontem, Bruno foi 0,607 mais rápido, marcando 1:21.676, contra 1:22.283 do compatriota. Mais que isso, ficou a apenas pouco menos de 3 décimos de Button, que hoje marcou 1:21.387.

Este foi, sem dúvida, um grande passo de Bruno rumo à vaga na Honda. Porque agora, além do nome famoso e da relação de seu tio com a montadora nos anos 90, a tabela de tempos também está a seu favor. Sendo mais rápido, em seu primeiro teste com um F1, que Lucas, que há alguns anos vem testando (desculpem o tom repetitivo, sei que já falei isso na sexta-feira).

Mas se para este brasileiro as coisas parecem estar se encaixando, alguns outros andam com problemas. O próprio Lucas e Rubens Barrichello terão problemas para achar um carro em 2009. Rubinho pode, sim, ter encerrado sua carreira no Brasil. Lucas tem futuro, é bom piloto, mas em 2009 parece ter que se contentar com uma nova vaga de piloto reserva.

Outros que não devem estar felizes são Nelsinho Piquet, que participou dos treinos e em nenhuma vez conseguiu superar Honda, Red Bull e Toro Rosso, que, pelo menos durante o ano, tiveram desempenho abaixo da Renault. Felipe Massa também não tem o que comemorar. As Ferraris, pilotadas por Luca Badoer e Marc Gené foram muito, muito mal nas tabelas de tempo. Enquanto a dupla Red Bull-Toro Rosso dominava a frente, os bólidos vermelhos ficaram, na média, entre dois e três segundos para trás. Desempenho muito pior que o da McLaren, que ficou um segundo atrás das STR.

A Ferrari está na pista para desenvolver o sistema de KERS (eu sei, estou em dívida com este equipamento), então, pode até ser que não estejam forçando e apenas avaliando o desempenho deste recurso. Agora, temos que esperar dezembro, onde haverá uma nova bateria de testes, desta vez em Jerez.

Lá na frente, ainda com carros 2008, Vettel foi novamente o mais rápido, com 1:19.295, cerca de meio segundo mais rápido que seu tempo de ontem. Foi seguido, mais uma vez, pelas Toro Rosso de Bourdais e Buemi. Sato, desta vez, não marcou tempos. A evolução de tempos do alemão talvez seja um ponto para Di Grassi, já que todos marcaram tempos melhores do que ontem, o que pode indicar uma melhor condição de pista. Às vezes analisar uma lista de tempos friamente, engana.

Voltando às equipes da bebida energética, o francês titular de 2008, Sébastien Bourdais, afirmou hoje que os tempos não definirão nada sobre a vaga. Segundo ele, a decisão do time é “puramente financeira”. Ou seja, quem levar um patrocínio, leva a vaga.

Mas, repetindo os últimos dias, vamos lá, ver o que Bruno Senna declarou no comunicado da Honda.

BRUNO SENNA

“Hoje foi um dia muito bom e estou muito feliz. Eu estive muito mais confortável e confiante no carro e acho que mostrei isso no tempo de volta, tanto no tempo atual quanto na consistência. Nós acertamos algumas boas configurações e pudemos fazer muito progresso durante o dia. Ainda que o que eu tenha feito hoje seja bom o suficiente, agora o time é que decide e eu respeito isso. Mas, para mim, pessoalmente, pela minha primeira vez em um carro de Fórmula Um, eu tenho que estar feliz com o que eu alcancei hoje. Dirigir um Fórmula Um é uma sensação muito especial e muito fácil descobrir porque a categoria é o topo do automobilismo. É muito diferente de qualquer outra coisa que você possa dirigir e eu apenas quero ser mais e mais rápido. Além do trabalho duro e do foco desta semana, eu gostei muito de mim mesmo. O time Honda é muito profissional e estou orgulhoso de ter passado um tempo com eles durante esta semana tão especial para mim.”

Uma diferença do comunicado de hoje foi que houve também a fala de Ross Brawn, que a respeito da escolha da equipe, disse: “Lucas e Bruno foram, ambos, admiráveis durante a semana e seus evidentes entusiasmo e comprometimento tornou um prazer trabalhar com eles. Agora nós vamos tomar algum tempo para considerar cuidadosamente nossas impressões sobre este teste antes de chegarmos a qualquer conclusão”.

É, teremos que esperar mais um pouco. Aliás, não me surpreenderia se ambos fossem chamados para os testes de dezembro, na Espanha. E também não me surpreenderia se Barrichello aparecesse para treinar.

Só para concluir, ontem esqueci de colocar a tabela de tempos dos testes, então, cá estão a de ontem e de hoje.



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