Textos categorizados 'Felipe Guimarães'

A1GP – Gauteng / África do Sul (Boa Felipe!)

O blog está meio parado, sem muito tempo pra mexer, e havia prometido para mim que não ia mexer em nada de trabalho durante este fim de semana de Carnaval. Mas depois do que acabei de ver, é impossível não escrever.

Acabou há pouco uma rodada fantástica da A1GP, realizada em Gauteng, na África do Sul. Confesso que não tive muita paciência para assistir a Sprint Race, é verdade (a transmissão da categoria mostra apenas o VT, horas depois e não ao vivo, e pelo que tinha acompanhado no live timing, a corrida havia sido pouco movimentada).

A Feature Race, em compensação, foi sensacional. Recheada de ultrapassagens e brigas, do início ao fim.

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Antes de começar os comentários sobre a prova, porém, preciso fazer um mea-culpa. Sempre fui crítico do fato de o time brasileiro ser representado pelo Felipe Guimarães, um menino de 17 anos recém-saído do kart. Não por considerá-lo incapaz, mas por achar que com esta idade, sem experiência internacional, corria-se o risco de queimar o garoto antes da hora. Hoje, no entanto, ele fez uma corridaça, de gente grande.
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A prova começou já movimentada, com Adam Carroll no carro irlandês, então líder do campeonato, rodando sozinho na primeira volta e com Nova Zelândia e Malásia brigando forte pela terceira posição. Na pole, pela primeira vez, estava Clivio Piccione, de Mônaco.

A briga na frente, no entanto, não acabou da melhor forma. O malaio Fairuz Fauzy perdeu o tempo da freada e acertou em cheio o carro de Earl Bamber, tirando-o da prova e danificando seu carro.

Na primeira parada nos boxes, o Brasil estava na quarta posição, atrás de Mônaco, Suíça e Austrália. O carro australiano, guiado por John Martin, enfrentou problemas durante o pit e não conseguiu retornar à pista e Felipe herdou a terceira posição. O carro monegasco também enfrentou problemas em sua parada e o time suíço assumiu a liderança.

O que se viu a seguir foi um show de pilotagem de Guimarães. O brasileiro tirava, em média, um segundo por volta de Piccione. Pouco antes da segunda parada, ele havia tirado a vantagem de mais de dez segundos e pressionava o monegasco, que acabou errando e saindo da pista, cedendo a posição.

A superioridade de Felipe era tão grande àquela altura, que por muitos minutos a transmissão foi dominada pelo carro brasileiro. Após o pit-stop, ele manteve a segunda posição e administrou até o final. E mesmo após o fim da prova, as atenções da TV continuaram voltadas para o brasileiro, que teve o mesmo ou mais destaque que o vencedor da prova.

Merecidas segunda posição e estreia no pódio. Guimarães contou com a sorte, sim, é verdade. Mas sua performance, para um piloto que havia acertado o muro em cheio no dia anterior, foi de gente grande. Sua constância, principalmente no segundo terço da prova, foi impressionante. E mesmo enfrentando problemas, conseguiu um excelente resultado.

Ao fim da prova, em entrevista à A1TV, Emerson Fittipaldi disse que estava muito orgulhoso de Felipe, que ele é um jovem muito talentoso e revelou que nas dez últimas voltas o carro enfrentava problemas de pressão no combustível, o que tornou o segundo lugar uma conquista maior ainda.

No pódio, visivelmente emocionado, Felipe recebeu sua primeira medalha na A1GP. E que venham mais.

Resultado

A classificação da prova ficou assim:

1º Suíça – Neel Jani
2º Brasil – Felipe Guimarães
3º Mônaco – Clivio Piccione
4º Holanda – Jeroen Bleekemolen
5º Portugal – Filipe Albuquerque
6º Líbano – Daniel Morad
7º Reino Unido – Danny Watts
8º Estados Unidos – Marco Andretti
9º Indonésia – Zahir Ali
10º Itália – Edoardo Piscopo.

Com os resultados deste domingo, a Suíça assumiu a ponta do campeonato, com 73 pontos, três a mais que a Irlanda. Portugal está em terceiro, com 64. O Brasil pulou para a 13ª posição, com 16 pontos.

A próxima etapada A1GP será realizada no circuito de Algarve, em Portugal, no dia 12 de abril.

A1GP – Taupo / Nova Zelândia

Terminou neste instante (1h10) a etapa de Taupo, Nova Zelândia, da A1GP. A prova principal foi vencida pela Suíça, guiada por Neel Jani (ex-Champ Car), seguido pela Irlanda de Adam Carroll e Portugal de Filipe Albuquerque.

O time irlandês, líder do campeonato, dominou a prova até o segundo pit-stop, quando Carroll teve um pequeno problema em sua saída e acabou superado pelo suíço.

Em uma pista travada e aparentemente com poucos pontos de ultrapassagem, apesar de uma reta enorme, o time português, que durante a semana declarou que seu objetivo era alcançar a Irlanda, teve então sua chance de diminuir a diferença nos pontos. Mas Albuquerque não conseguiu ameaçar a segunda colocação de Carroll nem mesmo quando o Safety Car entrou, na pista, há 12 voltas para o final, após Clivio Piccione, de Mônaco, rodar sozinho.

O brasileiro Felipe Guimarães, saindo da 12ª posição, fez uma excelente largada, conseguindo desviar do carro da Nova Zelândia, que ficou parado na pista, e em uma belíssima manobra ainda ganhou mais três posições, pulando para oitavo. Na sequência da prova, no entanto, o que se viu foi um festival de erros do representante tupiniquim, que chegou a rodar após um toque com o piloto monegasco. No final, terminou na mesma 12ª colocação em que partiu.

Com o resultado, a Irlanda lidera o campeonato com 65 pontos, seguida pela Suíça, que com os resultados de hoje assumiu a segunda colocação, com 52. Portugal tem agora 49. O Brasil é o 16ª, com apenas 4 pontos.

Sprint Race

Não consegui assistir a primeira bateria da etapa neozelandesa, então vou postar apenas o resultado:

1º Irlanda – Adam Carroll
2º Suíça – Neel Jani
3º Hoanda – Robert Doornbos
4º França – Loïc Duval
5º Nova Zelândia – Chris Van Der Drift
6º Portugal – Filipe Albuquerque
7º Itália – Edoardo Piscopo
8º Malásia – Fairuz Fauzy

15º Brasil – Felipe Guimarães

A próxima etapa da A1GP acontece no dia 22 de fevereiro, em Gauteng, África do Sul.

Cacetada…

Só agora vi o acidente que envolveu Felipe Guimarães, Marco Andretti e Narain Karthikeyan na rodada de Sepang da A1GP. E foi bem maior do que eu havia imaginado.

Logo na largada da Sprint Race, o americano acertou o carro da Índia e decolou. A “manobra” foi repetida pelo brasileiro, que vinha logo atrás. Agora concordo com Andretti, não tem como apontar algum culpado, os dois vinham muito rápido e, literalmente, atropelaram o indiano. Coisa de corrida, pra se rever várias vezes e agradecer que nada de grave aconteceu com os envolvidos.

Para assistir ao vídeo, disponível gratuitamente no site do Terra TV, clique aqui. E note a perícia do piloto chinês Ho-Pin Tung, que vinha logo atrás de Felipe e conseguiu desviar a tempo de se enfiar na confusão.

A1GP – Sepang

A1GP.com

Andretti (USA), Carroll (IRL) e Albuquerque (POR) no pódio em Sepang - Foto: A1GP.com

Terminou há pouco a terceira rodada do campeonato de A1GP, a “Copa do Mundo de Automobilismo”, disputada em Sepang, na Malásia. Não escrevi nada sobre as provas anteriores porque não consegui assistí-las. O sinal é transmitido para o Brasil pela RedeTV! que nas corridas da madrugada, não faz valer seu direito. Ao mesmo tempo, com problemas na internet, eu não conseguia acessar a transmissão por streaming, mas hoje deu certo e pude conferir boa parte da segunda bateria. A corrida inaugural, em Zandvoort, Holanda, até cheguei a assistir, mas este blog ainda não existia.

Na categoria, cada rodada é composta por duas baterias, a Sprint Race (corrida curta) e a Feature Race (mais longa e que vale mais pontos). Na primeira prova, o Brasil, representado por Felipe Guimarães, não foi bem. O piloto se envolveu em um acidente com Marco Andretti (Indy), dos Estados Unidos e Narain Karthikeyan (ex-F1), da Índia, logo na primeira volta.

A bateria foi vencida pela Suíça, guiada por Neel Jani, seguida por França (Loïc Duval) e Nova Zelândia (Earl Bamber).

Na segunda prova, o brasileiro teve um pouco mais de sorte, chegando na sétima posição após uma belíssima disputa com o carro chinês, guiado por Ho-Pin Tung. Felipe conseguiu segurar a posição durante várias voltas de pressão, que durou até a linha de chegada. A briga estava tão acirrada, que o holandês Jeroen Bleekemolen ainda conseguiu ultrapassar o carro da China nos últimos metros.

A corrida foi vencida por Adam Carroll, da Irlanda, seguido por Filipe Albuquerque, de Portugal e Marco Andretti.

Aliás, na minha opinião, a maior surpresa da noite foi o desempenho de Andretti. Como não assisti a Sprint Race, não posso dizer se teve culpa no acidente generalizado em que se envolveu. Ele disse, apesar de bravo, que não podia culpar ninguém, que foi coisa de corrida.

Mas enfim, confesso que não acreditava muito em seu potencial na A1. Isso porque, durante o ano, seu desempenho nos circuitos mistos da Indy foi terrível. Mesmo que sua única vitória na IRL tenha sido em um misto, em Sonoma – 2006, tinha minhas ressalvas quanto a sua capacidade de virar o volante para os dois lados.

Bom, na primeira prova que representou os Estados Unidos, em Chengdu, China, Marco chegou a marcar pontos, ao terminar em oitavo na Feature Race. Agora, na Malásia, foi consistente, fez uma prova regular e acabou assegurando um lugar no pódio. Aliás, pódio que tem um formato muito mais parecido com o da Fórmula 1 que o da Indy e o jovem americano parecia até meio perdido com o que fazer com a champagne.

Parece piada, mas não é. Esta não é a única diferença da A1GP. Estive notando, após a prova, os pilotos se cumprimentando timidamente, bem diferente da Fórmula 1 e da Indy. Porque com carros e pilotos representando países, deixam de existir os companheiros de equipe. Na pista é cada um por si. Além disso, a maioria dos pilotos disputa outras categorias mundo afora e conciliam a A1 nos seus calendários. Raros são os casos como do suíço Neel Jani e do irlandês Adam Carroll que se dedicam quase que integralmente à categoria.

Assim, os pilotos quase nunca se cruzam, são um bando de desconhecidos tentando um espaço na pista. Lendo assim, friamente, pode parecer estranho, mas competitivamente falando, é muito interessante. Imagine o incentivo moral para um piloto como o brasileiro Felipe Guimarães, que acabou de sair do kart, estar disputando curvas com o megabadalado Marco Andretti? Nas próximas etapas, devem haver disputas com Danica Patrick, que faz parte da equipe americana. Tudo isso sabendo que, se você tiver uma chance de vencer a última corrida do ano, não precisará ter que dar passagem a um companheiro que de repente esteja disputando o título.

Em algumas equipes, como a brasileira, pilotos ainda desconhecidos têm a chance de mostrar seu talento para o mundo, tentando vencer pilotos que vêm da Fórmula 1, da Indy, da GP2… E todos com carros iguais. Não carros quaisquer, são Ferraris, com motores Ferrari, que chegam a 270 km/h. E mesmo para equipes que decidem apostar em figurões, existe no regulamento a Rookie Session. Na sexta-feira, duas sessões de treinos dedicadas exclusivamente a novatos, que nunca tenham participado de categorias maiores como a F1, a Indy, a GP2 e por aí vai.

Penso eu que, se mantendo esta fórmula, a categoria deve se tornar um sucesso definitivo. Claro que essa de Copa do Mundo é apenas uma questão de marketing, afinal, não há uma seleção. Seria uma Copa mesmo se no carro brasileiro estivesse Felipe Massa ou Tony Kanaan, no alemão o Sebastian Vettel, no neozelandês o Scott Dixon. E por aí vai. Claro que isso é utópico, nunca as equipes, principalmente de F1, permitiriam. Mas, como espetáculo e como uma categoria que veio, segundo seu idealizador, para preencher a lacuna do calendário do automobilismo entre uma temporada e outra da F1, a coisa está ficando bem bacana.

Bom, voltando ao que interessa, o campeonato 2008-2009 é liderado pela Irlanda, com 43 pontos. Portugal está oito atrás, com 35, seguida pela França, com 31. O Brasil é apenas o 14º colocado, tendo marcado quatro pontos. A próxima etapa será realizada em Taupo, Nova Zelândia, no dia 25 de janeiro do próximo ano.

A1GP.com

Emerson durante os treinos de sábado - Foto: A1GP.com

Falando na A1GP, Emerson Fittipaldi, que é o responsável pela equipe brasileira, concedeu uma entrevista bem bacana para o jornalista Marcel Agarie, durante a realização do Salão da Motocicleta. O foco da conversa, claro, sua relação com as duas rodas. Para conferir clique aqui.



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